II Marcha Nacional das Mulheres Indígenas e II Fórum Nacional das Mulheres Indígenas

N.1, V.2, abril 2021

Em 2019, 2500 mulheres de mais de 130 povos indígenas, somaram vozes e forças em Brasília em um momento de luta e de (re)afirmação de sua existência. A I Marcha e o I Fórum Nacional das Mulheres Indígenas ocorreram em um cenário político de retrocesso frente aos direitos historicamente conquistados pelos povos originários.

Naquele ano, o encontro, chamado “Território: nosso corpo, nosso espírito”, ecoou diversas vozes, com línguas variadas, mas com um propósito compartilhado: assumir a “linha de frente na luta do movimento em defesa de nosso território”, nas palavras da liderança indígena Sônia Guajajara.

Este ano, um novo encontro irá fortalecer o diálogo e a potência dessas mulheres, em uma união repleta de memórias e ancestralidade em defesa dos direitos sociais e territoriais. As constantes ameaças aos territórios indígenas são feridas que continuam abertas e que constituem risco direto à vida destes povos, uma vez que “a vida e o território são a mesma coisa, pois a terra nos dá nosso alimento, nossa medicina tradicional, nossa saúde e nossa dignidade”, como consta no Documento Final da Marcha das Mulheres Indígenas (2019).

“Nós mulheres indígenas de Santa Catarina, dos Povos Guarani, Kaingang e Laklãno Xokleng vamos à Brasília somar nossos corpos e vozes com outras parentas indígenas neste momento de constantes retrocessos e ameaças aos nossos direitos, aos nossos territórios e as nossas vidas. Colabore com o deslocamento das Mulheres Indígenas Kaingang, Guarani e Laklãno Xokleng.”

Apoiam o nosso movimento:

Conselho Estadual dos Povos Indígenas – CEPIN
Instituto Kaingang – INKA
Conselho de Missão entre Povos Indígenas – COMIN
Articulação dos Povos Indígenas do Sul – ARPINSUL

https://doacaolegal.com.br/c/deslocamento-mulheres-indigenas-de-sc-a-brasilia/

Junte-se a nós

Gostaríamos muito de receber suas contribuições, ideias e trabalho para se juntar a nós nesta caminhada!

 Estamos trabalhando para colocar no ar as mais diversas produções de mulheres indígenas e nosso objetivo é ter uma periodicidade semestral, sendo o primeiro volume em abril e o segundo em outubro. 

Confira abaixo algumas recomendações para participar. Estamos abertos para novos formatos e ideias, então fique à vontade para nos dar outros caminhos que possamos percorrer e aprender juntas.

Contato